NOSSAS HISTÓRIAS

Você sabe o que é Panacea?

Deusa, Filha, Flor, Cura…

​Na mitologia grega, Panacea é a Deusa da cura de todos os males. É filha de Esculápio, Deus da Medicina e irmã de Hygea a Deusa da Saúde e higiene. ​Seu nome é formado de a partícula compositiva pan (todo) e akos (remédio), em alusão ao fato de que Panacea era capaz de curar todas as enfermidades. Tradicionalmente, os médicos, em sua formatura fazem o juramento de Hipócrates (pai de medicina), e lá está citada Panacea.

“Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Hygea e Panacea, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo o meu poder e a minha razão….”. E assim, temos um propósito: orientar as pessoas para que possam melhorar a sua qualidade de vida e poder controlar e conviver melhor com as enfermidades.

QUEM SOMOS?

​Somos médicas. Formadas em 1993 pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Cada uma em sua especialidade e que seguiram caminhos diferentes em vida profissional em mais de 25 anos de profissão, mas sempre com o mesmo propósito. CUIDAR DAS PESSOAS, NOSSOS PACIENTES E PROMOVER QUALIDADE DE VIDA, AMOR, FELICIDADE! ​Nossas famílias fazem parte de suas vidas e sem dúvida contribuíram para sua melhor prática diária do cuidar. Somos mães, tias, filhas, esposas. Cada uma com sua história que nos levou a ser quem somos hoje.

NOSSO OBJETIVO

Juntas idealizamos PANACEA, um canal de orientação de qualidade de vida, bem estar e conteúdo de orientação em saúde. Gratas por conhecer tão bem cada paciente que cuidamos, durante todos estes anos, entendemos seus problemas, dores e expectativas, sabemos que conhecimento promove a saúde. ​Promovendo uma curadoria de informação real, verdadeira e com bases científicas vamos juntos fazer sua saúde ainda melhor. “Estamos aqui para conectar e orientar. Agregando o conhecimento para saúde, qualidade de vida e bem estar”

Nós

Cássia Suzuki

Sou formada em medicina pela FMUSP, residência em oftalmologia pela Santa Casa de SP e doutorado em retina e vítreo pela UNIFESP. Posso dizer que já na minha formação, apesar de voltada para o conhecimento técnico e científico, sempre tive uma essência errante movimentada pela sensação de que algo estava fora de ordem na prática médica. Foi na PUC-SP em que cursei a Filosofia, que encontrei sossego nesta turbulência: a vida é isso, tal como o olho humano enxerga: uma dança sobre as células visuais. Se o olho parar, a imagem esvanece e desaparece. Nossa prática é assim: uma arte em que dançamos sobre uma infinidade de saberes bem fundamentados para que, com nossos pacientes, avistemos o mesmo horizonte: a saúde.

Vanessa Esmanhoto

Foi em 1988 que conheci esse grupo de mulheres. Éramos todas garotas, entusiasmadas, recém aprovadas no vestibular de Medicina na USP e queríamos deixar uma marca, nem que fosse uma marquinha microscópica, boa no mundo.
Formei em 1993, fiz residência de Clínica Médica no Hospital das Clínicas, residência de Cardiologia e me especializei em Ecocardiografia no Incor. Foram muitos anos dedicados ao estudo, mas para ser sincera, nem vi passar. Tive duas filhas e esse universo doméstico me completou: entendi melhor as aflições dos pacientes depois que me tornei mãe. Atualmente trabalho como médica estrutural no Hospital Samaritano.
A roda viva da vida girou e me reencontrei com minhas amigas e com meus sonhos: acredito que juntas podemos sim melhorar a saúde das pessoas, as vezes só um pouquinho e outras vezes muito, mas sempre para que essas possam ser plenas e também realizem o melhor de suas vidas.

Sílvia Pinella

Não me lembro de ter escolhido a Medicina. Ser médica sempre foi um desejo que nasceu, cresceu comigo e nunca me deixou. Recordo a angústia que senti quando um amigo de escola teve uma convulsão no pátio e percebi as pessoas atordoadas, sem saberem o que fazer. Na minha cabeça de 9 anos, ser médica me traria a certeza de como agir, de como ajudar. E qual a surpresa, no dia a dia da prática médica, ao descobrir que são tao raros os momentos de certeza absoluta. A boa Medicina se faz quando temos dúvidas, quando nos questionamos sempre sobre as escolhas e possibilidades para cada um dos pacientes. Frequentemente há mais de um caminho. Além da prática fundamentada em evidência científica, é importante ouvir “com ouvidos de querer escutar” e enxergar “com olhos de querer ver”, individualizando o atendimento, dando suporte e acolhimento. Minha família, particularmente meus pais, sempre esteve muito perto, amparando emocionalmente minhas escolhas desde a época anterior ao vestibular. Em 1993 me formei pela FMUSP, fiz residência de Clinica Médica e de Cardiologia no InCor, com. Especialização em Ecocardiografia. Vieram casamento e filhas, minhas duas meninas que me ensinam diariamente a generosidade e o amor. A mais velha, quando pequenininha, chegou a esconder meu celular para que eu tivesse momentos exclusivos dela. Mas, assim como a irmã mais nova, aprendeu que meus pacientes precisam de ajuda quando telefonam. Admiram e apoiam , dizendo “mãe, você ama o que faz”. Panacea é fruto deste amor pelo cuidar e da amizade de médicas que objetivam promover saúde e bem estar

Márcia Araújo

Formada no século passado (1994) pela Faculdade de Medicina da USP, escolhi a Ginecologia e principalmente a Saúde das Mulheres como campo principal de atuação. Para isso a Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia , fiz no Hospital das Clínicas da USP, terminada em 1998 (ainda no século passado…
A primeira Pós-Graduação, em Ginecologia Oncológica Cirúrgica, veio em 1998, no serviço de Ginecologia do HCFMUSP, após o que passei a atuar como Médica assistente Voluntária deste serviço por 10 anos consecutivos.
Neste período busquei novos saberes, fazendo outras especializações, dentre as quais se destacam a Pós-Graduação em Cirurgia Minimamente Invasiva -videolaparoscopia e videohisteroscopia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sirio-Libanês e os 2 cursos de Pós em Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura + Fitoterapia pela Escola Paulista de Medicina e AMBA- que mudaram minha visão de saúde e processos de adoecimento de uma forma maravilhosa para sempre.
Trabalhei muito a vida inteira e estive em diversos níveis de assistência da rede pública de saúde: desde plantões em várias maternidades pela cidade, até assistência primária em UBS municipal de SP e assistência terciária em Hospitais de referência como o HC e Pérola Byington, desde a era Pinotti, onde cheguei a diretoria também. Muitos foram os plantões, dezenas, centenas de horas ininterruptas, por 18 anos… toda uma vida,e parei com eles em 2008, pois escolhas são importantes e o marido pediu.
Falando em marido, meu apoio e sanidade, meu cúmplice há 19 anos. Filhos os tenho, sim, mais de 5 mil das mãos e 4 de 4 patas que são meus amores fofinhos.
Trabalho hoje contratada do Instituto do Câncer de São Paulo (ICESP) desde a sua inauguração em 2008, em assistência, ensino e pesquisa. Aqui me mantenho relevante e atenta, aprendendo e ensinando.
Minha melhor Medicina é em meu Consultório, que venho lapidando desde 1995 e espero que por muitos mais anos.
Recentemente resolvi querer novos desafios.
Aficcionada por tecnologia, fiz mais um curso de pós , desta vez de algo novo: produtos digitais. Precisava saber se ainda sabia aprender algo novo e também entender melhor as transformações dos nossos tempos.
PANACEA é cria desse projeto, de manter a mente alerta, afiada, antenada e pronta para tudo que vier. De causar saúde em quem nos cruza os caminhos e em nos mesmos, pois Saúde é Vida e Vida é Movimento!

Marta Deguti

Decidi ser médica aos 16 anos, à beira do leito da minha avó internada. Já como estudante da Faculdade de Medicina da USP, naquelas enfermarias de azulejos azuis do Hospital das Clínicas, encantei-me totalmente por esta profissão. E foi despedindo-me de meu pai adoecido que fiz a escolha pela especialidade em Gastroenterologia e Hepatologia.
Nas mais de duas décadas que se seguiram à nossa formatura, Luiz tem sido meu grande companheiro e apoiador incondicional. Vieram Arthur e Vinícius, nossos preciosos filhos… e o Bob, que retirado das ruas como um “vira-latas”, hoje ostenta a pose altiva de um Schnauzer.
Os anos de ensino e pesquisa nas pós-graduações foram de grande aprendizado. Mas o fio condutor da minha vida profissional tem sido a contínua busca pela excelência na prática clínica. Revejo minhas origens: os valores e crenças da família de imigrantes japoneses, a escola de freiras católicas e o colégio alemão que frequentei, a paixão pelo piano e pela música erudita, a escola técnica onde aprendi a lógica da programação de computadores… O contato com as diferentes línguas e linguagens, com as diversas culturas, tudo isso faz sentido quando posso escutar, compreender, tocar, aliviar e transformar a vida de algum paciente.
Então percebo que o exercício da Medicina tem sido a minha panaceia. E por isso,  “Panacea”, aqui, é a extensão desse caminho de adquirir e dividir conhecimento, de estar entre amigos, e de trabalhar por um mundo mais saudável.

Márcia Monteiro

Lembro perfeitamente do momento em que a Medicina me interessou. Foi depois de uma aula de Biologia, quando eu tinha doze anos. Fiquei fascinada pela aula de digestão. Era mágico saber como nosso corpo funcionava.
Mais tarde, já na Faculdade, escolhi a Dermatologia por ser uma especialidade em que o exame clínico é suficiente para definirmos o diagnóstico, na imensa maioria das vezes. Isso me remetia àquela Medicina raiz, em que os exames são realmente complementares, e não o ator principal. A morfologia das lesões de pele revelam sua natureza. Quem sabe traduzir esses traços, chega na mensagem do diagnóstico.
Depois da residência, vivi três anos nos Estados Unidos, fazendo pesquisa e aprendendo muito sobre tudo, mas principalmente que ser humano é ser humano em qualquer lugar do planeta. Somos matéria e espírito.
Ao final destes três anos, voltei ao Brasil com desejo de me estabelecer nos EUA, mas a queda dos Torres Gêmeas mudou meus planos e o mundo todo. Hoje estou feliz aqui. Tenho uma filha pequena que me dá toda força do Universo. 
– Na adversidade encontramos propósito e oportunidades. A Medicina é uma ferramenta para ajudar o próximo e nos fazer entender mais de nós mesmos.

Renata Di Francesco


Desde pequena pensei em ser médica. Um dia houve um acidente em casa. Caiu uma prateleira com muitos vasilhames de refrigerantes. A moça que estava junto feriu-se com os cacos de vidro com inúmeros pequenos cortes em toda sua perna. Eu, com us 9 anos, sem qualquer susto, disse não se preocupe. Limpei todos os ferimentos com água e sabão e coloquei um”Band-Aid” em cada um deles; mais de uma caixa!!! A moça primeiro assustada ficou muito
grata, e assim acho que já tinha o espírito de cuidar.
Foi em 1993 que me graduei na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Seis anos intensos da vida universitária. Alegrias, festas, muito estudo e também momentos difíceis aprendendo a lidar com a dor de pacientes e familiares; contar notificais boas e ruins, muitos plantões e noites sem dormir, experiências que levamos para uma vida e junto comgrandes amigas e amigos que fiz por lá.
Aos 23 anos, um diploma e uma grande expectativa pela frente. Cuidar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. Apaixonei-me pela área de Otorrinolaringologia, na qual segui minha especialização no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. A otorrinolaringologia cuida de problemas muito além do ouvido nariz e garganta cuida de respirar, ouvir, falar, comunicar-se!
Ainda nesta casa, ornei-me médica assistente, completei meu Doutorado em 2001, atividades acadêmicas, orientadora dos residentes e do Curso de Pós-Graduação, e coordenadora do estágio de complementação especializada em Otorrinolaringologia Pediátrica; onde passo um pouco do meu conhecimento e experiência aos jovens médicos.
Sem nunca deixar as atividades do consultório privado, para a qual não se tem hora ou dia sem que toque seu telefone.
E foi em 2004 e 2005 que chegaram as amadas crianças! Tornar-me mãe, mostrou-me que apesar de tudo que havia feito e investido até então, a vida não era completa. Descobrindo habilidades que nunca imaginei que tivesse, sentir-me um polvo de 8 braços e quase conseguir estar em 2 lugares ao mesmo tempo, pelo menos com o coração. Equilibrar as atividades profissionais e da maternidade, pode ser difícil, mas penso como seria a vida vazia sem qualquer
uma das duas. E claro, nada seria possível sem um marido e meus pais que sempre me apoiaram.
E assim, caminhamos com tantas atividades e ainda participando congressos, palestras por aqui e mundo afora; concurso para Professor Livre-Docente, com muitas noites sem dormir para preparar tese e memorial, enquanto os filhos dormiam; além de participar ativamente na Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, onde ocupei cargos da diretoria, fui presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica, Presidente dos departamentos de Otorrinolaringologia das Sociedades Brasileira de Pediatria e de São Paulo e atualmente na diretoria da Associação Brasileira das Mulheres Médicas. E claro, sem falar em atividade física, dieta, cabelereiro, etc.
E é conversando dia a dia com pacientes e pacientinhos com suas famílias que conhecemos o ser humano, muito além dos conhecimentos técnicos. Aperfeiçoamo-nos todos os dias, para entender cada um.
E então, antigas colegas e amigas se reencontram e percebem que apesar dos caminhos diversos que seguiram nestes mais de 25 anos de prática médica tinham uma coisa em comum, cuidar do corpo e da alma. Levando conhecimento às pessoas para que melhor compreendam e entendam seus percalços, cuidar de saúde e bem estar e constituindo assim, Panacea!

Ana Cláudia Quintana Arantes

Sou médica, e escritora, formada pela USP, atuando em São Paulo, Brasil. Especialista em Geriatria e Gerontologia, pós graduada em Psicologia – Intervenções em Luto pelo Instituto 4 Estações de Psicologia e formação em Cuidados Paliativos pelo Instituto Pallium e Universidade de Oxford.
 
Sócia fundadora da Associação Casa do Cuidar, Prática e Ensino em Cuidados Paliativos (2007). Sou a coordenadora de ensino da pós graduação – atualmente já com 12 anos de formação de turmas multiprofissionais na área. 
 
CEO da empresa de suporte de reabilitação e cuidados paliativos domiciliares – A Casa Humana, também em São Paulo 
 
Participei do TEDx FMUSP com a palestra ” A Morte é um dia que vale a pena viver” (nov 2012) já com mais de dois milhões de visualizações. No TEDx UFCSPA o tema foi: A morte como (des)conexão humana. (Out 2019)
E no TEDx São Paulo recentemente – A Última Cena (maio 2020)

Escrever pra mim é como respirar. Algo visceral e ao mesmo tempo consciente, como na respiração. Você pode respirar sem consciência, mas tambem pode controlar a respiração para poder alcançar o estado máximo da paz, na meditação. Assim é escrever. Escrevo para ter paz. Escrevo para poder estar viva, escrevo por que é necessário, escrevo para poder respirar. Talvez no fundo da alma eu escreva para poder morrer… e saber-me eterna nas letras que deixo, que transbordo, que sangro, que faço doer, que transpiro, que amo, que alegro, entristeço, liberto, que vivo.

E por escrever assim, sou autora do livro “A Morte é um dia que vale a pena viver” (Ed Leya em 2016, 2a edição 2019, pela Sextante) e lançado em Portugal pela editora Leya.
 
E agora com o recém lançado – Histórias Lindas de Morrer (março 2020, Ed. Sextante) e em Portugal (Ed. Leya – setembro/2020)

Sou docente da The School of Life, ministrando as aulas “Como lidar com a morte” e “Como ter melhores conversas”.

Coordeno o curso avançado Multiprofissional de Cuidados Paliativos e os cursos de atualização em
Comunicação Compassiva, Capelania e Meditação Compassiva da Associação Casa do Cuidar.

Desde 2015 venho desenvolvendo cursos e intensivos de Conversas sobre a Morte para abrir espaços de conversas honestas sobre o tabu do tema.

Em meu consultório particular e também na telemedicina trabalho no atendimento de pacientes na Geriatria e Cuidados Paliativos.

Debora Kussunoki

Faz 20 anos que trabalho com Psiquiatria e Obesidade. Levei um susto quando contabilizei agora!

Antes disso fiz Faculdade de Medicina na USP e residência também no IPq do HC FMUSP…e um pouco antes disso era uma pessoa inquieta que não sabia o que ia fazer da vida.
A Medicina apareceu como caminho natural, mas achei que estava tudo muito certinho e fui testar outras hipóteses ao longo do tempo. Testei outras carreiras, testei outro país, e resolvi que estava bem testado. Era isso mesmo.
De lá para cá, conheci gente incrível como minhas colegas de Panacea, outros profissionais geniais que me ensinaram muito, e sobretudo um profissional que me acompanha e me ensinou demais que é meu marido. Temos filhas, livro e árvores em conjunto e muita história boa para contar.

Hoje trabalho com a interface Psiquiatria, Obesidade e Transtornos Alimentares em serviço privado na Clínica Segal e público no Ambulatório de Obesidade do Serviço de Endocrinologia do HCFMUSP, participo ativamente do Núcleo de Saúde Mental da SBCBM (Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica e da Diretoria de Transtornos Alimentares e Psiquiatria da ABESO (Associação Brasileira de Estudos da Obesidade e Síndrome Metabólica).