Fora de ordem

Quando o coração fala mais alto

“Quiseste expor teu coração a nu.
E assim, ouvi-lhe todo o amor alheio.
Ah, pobre amigo, nunca saibas tu
Como é ridículo o amor… alheio!”

Mário Quintana

Você ouve o seu coração?

Escutamos suas batidas quando estamos sob algum estresse, sob emoções fortes ou quando ele acelera, desacelera ou sai do “compasso”, as chamadas “arritmias”.

Uma das arritmias mais comuns é a fibrilação atrial. Seu risco aumenta com a idade, tornando-se muito frequente a partir dos 65 anos. A fibrilação atrial ocorre quando existe atividade elétrica desorganizada e anormal nos átrios, que deixam de contrair corretamente e, por isso, uma quantidade de sangue permanece no seu interior. Este sangue remanescente circula mais devagar e pode formar coágulos, que elevam o risco de AVC (“derrame”).

Qualquer tipo de doença do coração aumenta a chance de desenvolver a fibrilação atrial, mas as causas mais comuns são:

  • Hipertensão arterial
  • Infarto do miocárdio
  • Insuficiência cardíaca
  • Doença nas valvas cardíacas
  • Cirurgias cardíacas

Outros hábitos e doenças também estão associados a um risco aumentado de fibrilação atrial. São eles:

  • Consumo de álcool e de bebidas energéticas
  • Hipertireoidismo
  • Drogas estimulantes do coração : teofilinas e cocaina são alguns exemplos
  • Apneia do sono
  • Doenças pulmonares
  • Obesidade
  • Diabetes mellitus
  • Insuficiência renal

Algumas pessoas não têm uma causa óbvia de fibrilação atrial. Quando esta arritmia ocorre em indivíduos mais jovens, sem doenças associadas, o risco de AVC é muito menor do que naqueles acima dos 65 anos.

O que você pode sentir?

Tem gente que não sente nada e o diagnóstico é feito em consulta de rotina. Outras pessoas têm sintomas leves, como fadiga, palpitações, fôlego curto principalmente com exercícios, algum desconforto torácico. Existem, também, aquelas com sintomas mais intensos, como falta de ar, tontura, dor no peito e sensação de desmaio.

O que você pode fazer?

 Sempre procure ajuda do seu médico se apresentar algum sintoma. Também, pratique exercícios regularmente, evite o excesso de álcool e de energéticos, mantenha uma alimentação equilibrada e o peso adequado, cuide do sono e do estresse.

Ouça seu coração!

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